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Apesar de Vocé (Chico Buarque)

Amanhã vai ser outro dia

Domani sarà un altro giorno

Amanhã vai ser outro dia

Domani sarà un altro giorno

Amanhã vai ser outro dia

Domani sarà un altro giorno

 

Hoje você é quem manda

Oggi sei tu che comandi

Falou, tá falado

Già parlato

Não tem discussão, não

Non c'è discussione, no

A minha gente hoje anda

La mia gente oggi va

Falando de lado e olhando pro chão

parlando di lato e guardando per terra

Viu?

Vedi?

Você que inventou esse Estado

Tu che hai inventato questo stato

Inventou de inventar

Hai inventato di inventare

Toda a escuridão

Tutta l'oscurità

Você que inventou o pecado

Tu che hai inventato il peccato

Esqueceu-se de inventar o perdão

Hai dimenticato di inventare il perdono

 

Apesar de você

Nonostante te

Amanhã há de ser outro dia

Domani sarà un altro giorno

Eu pergunto a você onde vai se esconder

Io ti chiedo dove ti nasconderai

Da enorme euforia?

Dall'enorme euforia?

Como vai proibir

Come proibirai

Quando o galo insistir em cantar?

Quando il gallo insisterà nel cantare?

Água nova brotando

Nuova acqua sgorga

E a gente se amando sem parar

E la gente si amerà senza fine

 

Quando chegar o momento

Quando arriverà il momento

Esse meu sofrimento

Questa mia pena

Vou cobrar com juros. Juro!

Te la farò pagare con gli interessi. Giuro!

Todo esse amor reprimido

Tutto questo amore represso

Esse grito contido

Questo grido contenuto

Este samba no escuro

Questo samba al buio

 

Você que inventou a tristeza

Tu che hai inventato la tristezza

Ora, tenha a fineza

Adesso, abbi la grazia

De "desinventar"

Di "disinventare"

Você vai pagar e é dobrado

La pagherai e sarà doppia

Cada lágrima rolada

Ogni lacrima versata

Nesse meu penar

In questo mio soffrire

 

Apesar de você

Nonostante te

Amanhã há de ser outro dia

Domani sarà un altro giorno

"Inda" pago pra ver

"Inda" ha pagato per vedere

O jardim florescer

Il giardino fiorire

Qual você não queria

Come tu non vorresti

 

Você vai se amargar

Ti amareggerai

Vendo o dia raiar

Vedendo il giorno albeggiare

Sem lhe pedir licença

Senza chiedere il permesso

E eu vou morrer de rir

E morirò di risate

Que esse dia há de vir antes do que você pensa

E questo giorno arriverà prima di quel che pensi

Apesar de você

Nonostante te

 

Apesar de você

Nonostante te

Amanhã há de ser outro dia

Domani sarà un altro giorno

Você vai ter que ver

Dovrai vedere

A manhã renascer

Il domani rinascere

E esbanjar poesia

E la poesia sprecarsi

 

Como vai se explicar

Come ti spiegherai

Vendo o céu clarear, de repente

Vedendo il cielo schiarirsi, d'improvviso

Impunemente?

Impunemente?

Como vai abafar

Come affogherai

Nosso coro a cantar

Nel coro che canterà

Na sua frente

Di fronte a te

Apesar de você

Nonostante te

Apesar de você

Nonostante te

Amanhã há de ser outro dia

Domani sarà un altro giorno

Você vai se dar mal, etc e tal

La prederai male, ecc. e via

La, laiá, la laiá...

La, laià, la laià...



Fotografia (Jobim)

Io, tu, noi due
Eu, você, nós dois

Qui su questa terrazza in riva al mare
Aqui neste terraço à beira-mar

Il sole sta già tramontando
O sol já vai caindo

E il tuo look
E o seu olhar

Sembra accompagnare il colore del mare
Parece acompanhar a cor do mar

Devi andare
Você tem que ir embora

Cala la sera
A tarde cai

A colori cade a pezzi
Em cores se desfaz

Oscurato
Escureceu

Il sole è caduto sul mare
O sol caiu no mar

E la prima luce laggiù si accese
E a primeira luz lá embaixo se acendeu

Io e te
Você e eu
Io, tu, noi due
Eu, você, nós dois

Da solo in questo bar in penombra
Sozinhos neste bar à meia-luz

E una grande luna è uscita dal mare
E uma grande lua saiu do mar

Sembra questo bar
Parece que este bar

Si chiuderà
Já vai fechar

E c'è sempre una canzone da raccontare
E há sempre uma canção para contar

Quella vecchia storia di un desiderio
Aquela velha história de um desejo

Che tutte le canzoni hanno da raccontare
Que todas as canções têm pra contar

E quel bacio arrivò
E veio aquele beijo

Quel bacio
Aquele beijo

Quel bacio
Aquele beijo


O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS – de mário de andrade

Traduzione italiana: https://cctm.website/mario-de-andrade-brasile/

 

 

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa. Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!

 

-----------------

con note:

 

Contei meus anos e descobri que terei [avrò] menos tempo para viver "daqui para a frente" [da qui in avanti]  do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia [bacino] de cerejas [ciliege]. As primeiras, ele chupou displicente [scortese], mas [ma] percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa. Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!

 

 


15 Poemas de Mário de Andrade

Construção - Chico Buarque (video con testo)

Agua der março

Samba da Bênção - Vinicius de Moraes (video con testo)

O meo gurì

Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Quando il suo servitore, è nata la mia prole

Não era o momento dele rebentar
Non era il momento in cui è scoppiata

Já foi nascendo com cara de fome
Sono nato ragazzo affamato

E eu não tinha nem nome pra lhe dar
E ho avuto nessun nome per darvi

Como fui levando, não sei lhe explicar
Mentre mi stava prendendo, non riesco a spiegarlo

Fui assim levando ele a me levar
Mi è stato quindi lo porta a prendere me

E na sua meninice ele um dia me disse
E in gioventù mi disse una volta

Que chegava lá
Quello che ho ottenuto lì

 

Olha aí
guarda qui

Olha aí
guarda qui

Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Guardatevi intorno, c'è il mio bambino, guarda qui

Olha aí, é o meu guri
Guarda là, questo è il mio bambino

E ele chega
E si arriva



Chega suado e veloz do batente
sudato e veloce viene fermarsi

E traz sempre um presente pra me encabular
E sempre portare un dono per me encabular

Tanta corrente de ouro, seu moço
Tanto catena d'oro, il suo servo

Que haja pescoço pra enfiar
C'è collo per spingere

Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Ho portato una borsa con tutto già dentro

Chave, caderneta, terço e patuá
libro chiave, terzo e patois

Um lenço e uma penca de documentos
Una sciarpa e un mazzo di documenti

Pra finalmente eu me identificar, olha aí
Per finalmente mi identifico, guardo lì

Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Guardatevi intorno, c'è il mio bambino, guarda qui

Olha aí, é o meu guri
Guarda là, questo è il mio bambino

E ele chega
E si arriva



Chega no morro com o carregamento
Arriva sulla collina con carico

Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Bracciale, cemento, orologio, pneumatici, registratore


Rezo até ele chegar cá no alto
Io prego per lui per arrivare qui in alto


Essa onda de assaltos tá um horror
Questa ondata di assaults're un pasticcio


Eu consolo ele, ele me consola
Io lo conforto, mi conforta


Boto ele no colo pra ele me ninar
Boto tra le braccia di lui che mi ninnananne


De repente acordo, olho pro lado
Improvvisamente accordo occhio lato pro


E o danado já foi trabalhar, olha aí
E i dannati stava già lavorando, ci guarda



Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Guardatevi intorno, c'è il mio bambino, guarda qui


Olha aí, é o meu guri
Guarda là, questo è il mio bambino


E ele chega
E si arriva

Chega estampado, manchete, retrato
Stamped arriva, titolo, foto

Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Con gli occhi bendati, leggenda e le iniziali

Eu não entendo essa gente, seu moço
Non capisco queste persone, il suo servo


Fazendo alvoroço demais
Facendo troppo chiasso


O guri no mato, acho que tá rindo
Il ragazzo nel bosco, ho think're ridere


Acho que tá lindo de papo pro ar
Penso che siamo abbastanza aria pro Chat


Desde o começo, eu não disse, seu moço
Fin dall'inizio, ho detto, giovane


Ele disse que chegava lá
Ha detto che arrivato

Olha aí, olha aí
Guarda lì, guarda là


Olha aí, ai o meu guri, olha aí
Guardatevi intorno, c'è il mio bambino, guarda qui


Olha aí, é o meu guri
Guarda là, questo è il mio bambino


A Andorínha Da Primavera

Andorinha de asa negra aonde vais?
Que andas a voar tão alta
Leva-me ao céu contigo, vá
Qu'eu lá de cima digo adeus
ao meu amor
Ó Andorinha
Da Primavera
Ai quem me dera também voar
Que bom que era
Ó Andorinha
Na Primavera
Também voar


Não muito distante

Eu queria mais alegria,
Isso é que eu queria,
Alegria a correr todo o ano
Era só isso que eu queria, mais alegria,
Mas não foi, não foi bem, o meu caso
É que eu também já sabia,
Eu já sabia,
Já sabia qual era o engano
É que eu não tive o que eu queria, quando podia,
E depois, mais alguém, nunca mais
Disse-me um dia, não muito distante
Volta num dia, não muito distante
Quem sentiu o que eu sentia, quando partia,
E partia levando o encanto
Fica a saber que eu choro, por tanta alegria
Como eu sei, sei tão bem, e não tive
Disse-me um dia, não muito distante
Volta num dia, não muito distante
E eu disse um dia, não muito distante
Disse-lhe um dia, não muito distante


Alma

Ai alma
Ai alma
Guarda-me o meu lugar
Ai guarda
Ai guarda
A minha vez de amar
Cansada
Cansada
Só te sei procurar
E mais nada
Mais nada
A não ser chorar
Ai alma
Ai alma
Guarda-me o meu lugar
Ai guarda
Ai guarda
A minha vez de amar


Coisas Pequenas

Coisas pequenas são
Coisas pequenas
São tudo o que eu te quero dar
E estas palavras são
Coisas pequenas
Que dizem que eu te quero amar.

Amar, amar, amar
Só vale a pena
Se tu quiseres confirmar
Que um grande amor não é
Coisa pequena
Que nada é maior que amar.

E a hora
Que te espreita
É só tua.
Decerto, não será
Só a que resta;
A hora
Que esperei a vida toda,
É esta.

E a hora
Que te espreita
É derradeira.
Decerto já bateu
À tua porta.
A hora
Que esperaste a vida inteira,
É agora.


O Paraiso

Subi a escada de papelão
Imaginada
Invocação
Não leva a nada
Não leva não
É só uma escada de papelão

Há outra entrada no Paraíso
Mais apertada
Mais sim senhor
Foi inventada
Por um anão
E está guardada
Por um dragão

Eu só conheço
Esse caminho
Do Paraíso


Haja o que Houver

Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti

Volta no vento ó meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor...

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...

Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti...


Águas de março

È il bastone, è la pietra, è la fine della strada
É o pau, é a pedra, é o fim do caminho

È un po' un moncherino, è un po' solitario
É um resto de toco, é um pouco sozinho

È un pezzo di vetro, è la vita, è il sole
É um caco de vidro, é a vida, é o sol

È la notte, è la morte, è un laccio, è il gancio
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol

È peroba in campo, è il nodo del legno
É peroba no campo, é o nó da madeira

Caingá candeia, è la matita-pereira
Caingá candeia, é o matita-pereira
È vento di legno, che cade dal promontorio
É madeira de vento, tombo da ribanceira

È il mistero profondo, che tu lo voglia o no
É o mistério profundo, é o queira ou não queira

È il veto del vento, è la fine del pendio
É o vento vetando, é o fim da ladeira

È il raggio, è il divario, la festa della gelosia
É a viga, é o vão, festa da ciumeira

Piove, si parla di fiume
É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Dalle acque di marzo, è la fine della stanchezza
Das águas de março, é o fim da canseira

È il piede, è il pavimento, è la marcia su strada
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passeretto nella mano, pietra del bulldozer
Passarinho na mão, pedra de a tiradeira
È un uccello nel cielo, è un uccello a terra
É uma ave no céu, é uma ave no chão

È un ruscello, è una fontana, è un pezzo di pane
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

È il fondo, è la fine della strada
É o fundo do poço, é o fim do caminho

Un disgusto in faccia, è un po 'solo
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
È una steppa, è un chiodo, è una perla, è una favola
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto

È un rivolo, è un account, è un punto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto

È un pesce, è un gesto, è un argento splendente
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

È la luce del mattino, il mattone sta arrivando
É a luz da manha, é o tijolo chegando

È la legna da ardere, è il giorno, è la fine del pungiglione
É a lenha, é o dia, é o fim da picada

È la bottiglia di canna, le schegge sulla strada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

È il design della casa, è il corpo sul letto
É o projeto da casa, é o corpo na cama

È l'auto rotta, è il fango, è il fango
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
È un gradino, è un ponte, è una rana, è una rana
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

È un resto della boscaglia nella luce del mattino
É um resto de mato na luz da manhã

Sono le acque di marzo che chiudono l'estate
São as águas de março fechando o verão

È la promessa di vita nel tuo cuore
É a promessa de vida no teu coração
È un serpente, è un bastone, è João, è José
É uma cobra, é um pau, é João, é José

È una spina nella mano, è un taglio sul piede
É um espinho na mão, é um corte no pé

Sono le acque di marzo che chiudono l'estate
São as águas de março fechando o verão

È la promessa di vita nel tuo cuore
É a promessa de vida no teu coração

È bastone, è pietra, è la fine del sentiero
É pau, é pedra, é o fim do caminho

È un riposo moncone, è un po 'solo
É um resto de toco, é um pouco sozinho

È un gradino, è un ponte, è una rana, è una rana
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

È un bellissimo orizzonte, martedì è febbrile
É um belo horizonte, é uma febre terça

Sono le acque di marzo che chiudono l'estate
São as águas de março fechando o verão

È la promessa di vita nel tuo cuore
É a promessa de vida no teu coração
Pau, erda
Pau, erda

Sono, inho
Im, inho

Questo è vuoto
Esto, oco

Vuoto, pesca
Oco, inho

Aco, idro
Aco, idro

Ida, ol
Ida, ol

Oite, orte
Oite, orte

Acciaio, zol
Aço, zol

Sono le acque di marzo che chiudono l'estate
São as águas de março fechando o verão

È la promessa di vita nel tuo cuore
É a promessa de vida no teu coração
 
===================================
 
É o pau, é a pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento vetando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da ciumeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de a tiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terça
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, erda
Im, inho
Esto, oco
Oco, inho
Aco, idro
Ida, ol
Oite, orte
Aço, zol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
 
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Desde que o samba é samba

A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite, a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora
O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer
O samba é o filho da dor
O grande poder transformador
A tristeza é senhora…
===================
La tristezza è signora
Poiché samba è samba, è così
La lacrima chiara sulla pelle scura
Di notte, la pioggia che cade fuori
La solitudine terrorizza
Tutto richiede così tanto tempo per essere così brutto
Ma succede qualcosa
No quando adesso in me
Cantando mando via la tristezza
La tristezza è signora
Poiché samba è samba, è così
La lacrima chiara sulla pelle scura
La notte e la pioggia che cade fuori
La solitudine terrorizza
Tutto richiede così tanto tempo per essere così brutto
Ma succede qualcosa
Non quando adesso in me
Cantando mando via la tristezza
Samba nascerà ancora
Samba non è ancora arrivato
Samba non morirà
Vedi il giorno non è ancora spuntato
Samba è il padre del piacere
Samba è figlio del dolore
Il grande potere trasformante
La tristezza è signora ...


Minha namorada

Mio poeta, sono felice oggi
Meu poeta, eu hoje estou contente

Tutti all'improvviso
Todo mundo de repente

È stato bello, è stato bellissimo
Ficou lindo, ficou lindo

Oggi sto ridendo
Eu hoje estou me rindo

Non so nemmeno cosa
Nem eu mesma sei de quê

Perché ho ricevuto
Porque eu recebi

Una tua piccola lettera
Uma cartinhazinha de você

Se vuoi essere la mia ragazza
Se você quer ser minha namorada

Ah, che bella ragazza
Ah, que linda namorada

Potresti essere
Você poderia ser

Se vuoi essere solo mio
Se quiser ser somente minha

Ed esattamente questa piccola cosa
E exatamente esta coisinha

Tutta questa mia cosa
Esta coisa toda minha

Che nessun altro può esserlo
Que ninguém mais pode ser

Devi farmi un giuramento
Você tem que me fazer um juramento

Sto solo pensando
De só ter um pensamento

Sii solo mia finché non morirò
Ser só minha até morrer

E anche per non perdere in quel modo
E também de não perder esse jeitinho

Parlare lentamente
De falar devagarinho

Queste storie di te
Essas histórias de você

E all'improvviso mi affeziona molto
E de repente me fazer muito carinho

E piangi piano
E chorar bem de mansinho

Senza che nessuno sappia perché
Sem ninguém saber por quê

E se più della mia ragazza
E se mais do que minha namorada

Vuoi essere il mio amato
Você quer ser minha amada

Mia amata, ma davvero amata
Minha amada, mas amada pra valer

Quello amato dall'amore predestinato
Aquela amada pelo amor predestinada

Senza il quale la vita non è niente
Sem a qual a vida é nada

Senza il quale si vuole morire
Sem a qual se quer morrer

Devi venire con me sulla mia strada
Você tem que vir comigo em meu caminho

E forse il mio percorso è triste per te
E talvez o meu caminho seja triste pra você

I tuoi occhi devono essere solo i miei
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos

E le tue braccia il mio nido nel silenzio dopo
E os seus braços o meu ninho no silêncio de depois

E devi essere la star definitiva
E você tem que ser a estrela derradeira

Il mio amico e compagno
Minha amiga e companheira

Nell'infinità di entrambi
No infinito de nós dois


Testi a fronte in portoghese europeo e brasiliano
Eu já não sei

O pica do 7

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